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Como migrar do MK-Auth para um sistema na nuvem sem dor de cabeça

O MK-Auth rodou (e ainda roda) em milhares de provedores pequenos no Brasil. Mas servidor local, backup manual e desenvolvimento parado cobram um preço. Veja como migrar pra um sistema na nuvem mantendo tudo que funcionava.

Se você administra um provedor que cresceu em cima do MK-Auth, conhece a rotina: um servidor Linux numa máquina física, backup que depende de alguém lembrar, e a sensação de que o sistema parou no tempo enquanto a operação não para de crescer. Migrar parece arriscado — mas continuar também é um risco, só que silencioso.

Por que sair do MK-Auth

O MK-Auth foi (e é) querido por um bom motivo: integração forte com MikroTik, bloqueio de inadimplente funcionando e custo zero de licença. O problema não é o que ele faz, é o que ele deixou de evoluir.

  • Servidor local: se a máquina cai, o provedor para. E o backup é por sua conta.
  • Desenvolvimento estagnado: gateways de pagamento novos, fabricantes de OLT novos e recursos modernos simplesmente não chegam.
  • Sem nuvem: acessar de fora, escalar e garantir alta disponibilidade viram gambiarra.
  • Suporte: sem fornecedor ativo, você depende de fórum e da própria experiência quando algo quebra.

O que você precisa levar na migração

Antes de qualquer coisa, mapeie os dados que importam. Numa migração de MK-Auth pra um sistema moderno, o essencial é:

  • Clientes: nome, CPF/CNPJ, endereço, contato, plano e dia de vencimento.
  • Contratos e planos: velocidade, valor, profile/queue associado no MikroTik.
  • Faturas em aberto: pra não perder cobrança no meio do caminho.
  • Credenciais PPPoE: login e senha de cada cliente, pra recriar os secrets no roteador.

A boa notícia: tudo isso sai do MK-Auth em planilha. E é exatamente por planilha que um sistema como o Meu ISP importa a base — clientes, contratos e faturas — num processo que leva de 3 a 14 dias dependendo do volume e da limpeza dos dados.

O que muda no provisionamento do MikroTik

No MK-Auth, o sistema fala direto com o RouterOS — e é isso que você não quer perder. Num sistema na nuvem bem feito, esse vínculo continua: ao cadastrar o cliente, o secret PPPoE, o profile e a fila de banda são criados no MikroTik numa transação atômica. A diferença é que agora isso roda na nuvem, com a leitura de tráfego e sessões em tempo real, e não dependendo de um servidor na sua sala.

Se o seu provedor não tem IP fixo — caso comum de quem vinha de MK-Auth — uma VPN reversa resolve: o roteador conecta no servidor do sistema e a comunicação acontece por dentro do túnel, sem abrir porta de API na internet.

Migração sem derrubar o provedor

O segredo de uma migração tranquila é não virar a chave de uma vez. O caminho recomendado:

  • Abra conta no novo sistema e conecte um roteador de teste (ou um perfil de teste no roteador atual).
  • Importe a base por planilha e confira clientes, planos e vencimentos.
  • Rode os dois em paralelo por alguns dias, validando provisionamento e cobrança.
  • Faça o cutover do PPPoE no fim de semana ou na madrugada, quando o tráfego é menor.

Com a base validada e o provisionamento testado, o corte final é rápido — e reversível, porque a base antiga continua intacta no MK-Auth até você ter certeza.

O ganho depois da migração

Quem sai do MK-Auth pro Meu ISP mantém o que amava (proximidade do MikroTik, bloqueio automático, controle de banda) e ganha o que faltava: OLT em tempo real de 10 fabricantes, cobrança PIX automática multi-gateway, bot de WhatsApp que lê o hardware ao vivo, backup diário e atualizações constantes. O servidor na sua sala vira história.

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